A cantora Teresa Teng (テレサ・テン)foi uma taiwanesa nascida em 1953 e que aos 15 anos despontou nas paradas musicais em seu país. Imediatamente trazida ao Japão construiu o seu reinado artistico na Ásia, ganhando premiações diversas e mantendo até hoje os recordes de vendagens e solicitações de pedidos musicais, marcas atingidas durante a época em que ainda se vendiam CDs.
Cantava com a mesma desenvoltura e afinação em chinês, inglês e japonês, chegando a gravar milhares de canções.
Faleceu em 1995, aos 42 anos, oficialmente, por ataque asmático, mas este fato ainda está envolto em mistérios.
Ela gravou a canção abaixo, do músico e letrista Ogura Kei (小椋・桂). Um dos melhores letristas do mundo musical japonês. Para ouvir clique aqui. E volte, hein!!!
Ou acompanhe a Kimberly Frantz arrasando aqui:
夢芝居 ゆめしばい ユメシバイ
Teatro dos Sonhos
By: Teresa Teng (テレサ・テン)
Letra e música: Kei Ogura (小椋・桂)
恋にからくり 夢芝居
Koi no kara kuri yume shibai No emaranhado da paixão o teatro dos sonhos.
台詞ひとつ 忘れもしない
Serifu hitotsu wasure mo shinai Sem esquecer um texto sequer,
誰のすじがき 花舞台
Dare no suji gaki hana butai E de quem é a próxima fala no ato principal.
行く先の影は見えない
Iku saki no kage wa mienai Sem enxergar a sombra do destino…
男と女 あやつりつられ
Otoko to on’na ayatsuri tsurare Homem e mulher, a fisgar e fisgado.
細い絆の糸引き ひかれ
Hosoi kizuna no ito hiki hikare A puxar e puxado por um tênue laço,
けいこ不足を幕は待たない
Keiko busoku wo maku wa matanai As cortinas não esperam a falta de treino.
恋はいつでも初舞台
Koi wa itsudemo hatsu butai A paixão é sempre uma estréia.
恋は怪しい 夢芝居
Koi wa ayashii yume shibai A paixão é um estranho teatro dos sonhos.
たぎる思い おさえられない
Tagiru omoi osae rare nai Do incontível pensamento fervente,
化粧衣装の花舞台
Kesho ishoo no hana butai No ato principal, entre roupas e maquiagens,
かい間見る 素顔可愛い
Kaima miru sugawo kawaii Graciosa é o seu rosto a deslumbrar.
男と女 あやつりつられ
Otoko to on’na ayatsuri tsurare Homem e mulher, a fisgar e fisgado.
心の鏡 のぞき のぞかれ
Kokoro no kagami nozoki nozokare A espiar, espiado, o espelho do coração.
こなしきれない 涙と笑い
Konashi kirenai namida to warai Sem nos conter, às lágrimas e risadas…
恋はいつでも初舞台
Koi wa itsudemo hatsu butai A paixão é sempre uma estréia.
男と女 あやつりつられ
Otoko to on’na ayatsuri tsurare Homem e mulher, a fisgar e fisgado.
対のあげはの 誘い 誘われ
Tsui no agehano sasoi saso ware Par de borboletas, atentado e a atentar…
心はらはら 舞う夢芝居
Kokoro hara hara mau yume shibai O coração sôfrego dança no teatro dos sonhos.
恋はいつでも初舞台
Koi wa itsudemo hatsu butai A paixão é sempre uma estréia.
Esta é uma palavra discriminada no Japão. Etimologicamente é um termo funesto e ligado ao indevido, à ironia, à farsa, ao construído, à cópia. Esta à acusação que era, e ainda é, muito comum feita aos japoneses.
Para se livrar desta, todos os teatros japoneses tem outros nomes. Do kabuki ao rakugo, do monomane ou manzai, é tudo menos teatro.
Uma palavra simples e inocente, mas precavidos, não a utilizem sem conhecer os seus interlocutores. Ao dizer, por exemplo: “Eu faço teatro.”, algum japonês talvez pense (Japoneses não falam o que pensam.): “Mas que pessoa autêntica!!!)
敏感 びんかん ビンカン
Binkan
Sensitivo
O termo veio à reboque junto a palavra abaixo.
Refere-se a um termo muito interessante para conhecermos o caráter e a personalidade do homem japônico e da mulher japonesa.
Particularmente, eu acredito que o japonês, na sua grande maioria, são bastante sensitivos. Apesar de descrer em qualquer nuance determinista, ao olhar a neve que cai lá fora, suponho uma criança a observar, calma e silenciosa, o silencioso flocos que caem bailando leve e demorado sobre o ar rarefeito a se pôr no parapeito da janela. Não cresceria sensitiva e gentil esta criança?
Uma infância assim quando contrariada não esfaquearia ninguém segundo a minha lógica. Mas esfaqueiam sim, para desentendermos a natureza humana.
鈍感 どんかん ドンカン
Donkan
Insensitivo
Trazida à tona pelo romancista e ensaísta Jun’Ichi Watanabe (渡辺 淳一) no seu livro intitulado O Poder da Insensitividade (鈍感力), onde ele expressa os atenuantes e o equilíbrio tão necessário nas vazantes emocionais das nossas relações humanas.
Para uma perfeita harmonia há que existir um casamento de níveis de sensitividade e insensitividade tolerável entre as pessoas, e mesmo esta última, é muito importante numa relação relembra o autor.
Na sua posição politicamente incorreta, mas bastante compreensível, ele aponta que o ideal é uma mulher bastante sensível e um homem pouco sensível. Pouco sensível não é o bruto, é o Pluto, aquele que na dificuldade vai dormir. E consegue!!!
É verdade, mesmo porquê, você perfeccionista, não deve brigar com seu marido quando ele esquece de comprar o tomate pra sua macarronada. Existe alho e óleo pra quê?
Detestável é ser obrigado a assistir “E o vento levou…” e chorar… Aí, foi intolerável… (ˆ_ˆ;
Notas:
1- Os termos sempre sugerem a indagação: Afinal, eu, você, somos binkan ou donkan em nossa essência???
2- Uma sentença elucidativa que li na net: Sensitivo (binkan) com as dores que nos provocam e insensitivo (donkan) com as dores que provocamos.
Darcy Suzuki | Atualidades | Domingo, 13 de Janeiro de 2008
Em qualquer ponto deste país a cena é a mesma. O povo japonês está reaprendendo a sorrir. Pois a alegria e o sorriso são os produtos mais baratos para enfrentar uma crise; a degola que enfrenta o seu povo.
Não! O Japão não está em crise. Quem está na crise é a população.
Os números da economia apontaram um forte avanço nos lucros das companhias japonesas alinhadas ao globalismo e que continuam avançando e se expandindo nos cantos do mundo. Empresas que tão logo vislubraram os arriscados investimentos para a produção no sudeste asiático e não titubearam construindo suas filiais estrangeiras, hoje desfrutam de uma certa autonomia para enfrentar qualquer crise. Ou seja, não dependem só das vendas internas.
A empresa detentora das marcas, Matsushita National Panasonic por exemplo, titubeou. Sonolenta, no passado resolvera manter a marca Matsushita para equipamentos corporativos, o nome National para produtos nacionais e avançar no mundo com a marca Panasonic. Percebera após quase 20 anos que a marca é importante. No ranking das marcas conhecidas e valiosas no mundo despencou para a lanterna no Japão, atrás da Sony e da Canon. Atrás da Petrobras, num adendo mal criado… Resolvera então, nesta semana, unificar todos os seus produtos para Panasonic.
Mas, como dizia, a população japonesa…
Como resultado de uma série de fatores que conjuntamente representa um certo equilíbrio, ou mesmo desequilíbrio, na economia japonesa nos anos de 2006 a 2007, cresceu em 4,3% o número de pessoas que ganham menos de 1 milhão de ienes anuais (Cerca de 9 mil dólares.), e, aumentou em 4,4% o número de pessoas que ganham mais de 20 milhões de ienes ao ano (Aproximadamente 185 mil dólares.). Ou seja, simplifica o movimento da escalada da desigualdade social no Japão.
Para alguns analistas trata-se apenas de um mero aspecto que vem acontecendo tarde para o país parar de pisar em ovos. Estes defendem que basta por aqui, esta sociedade que sempre protegeu até quem tinha baixa produtividade.
Ouvi outro dia um parecer também inusitado de que seria bom para a maioria da população japonesa passar por uma crise desta para aprender a dar valor às coisas, já que, esta geração que não viveu as agruras dos pós-guerra desaprendeu a valorizar os pertences.
Acontece que este assunto, que a princípio não nos diz respeito, bate de frente com a comunidade nipo-brasileira no Japão, esta que se auto-denomina dekassegui, e está a pagar altos impostos do seguro social japonês, apenas com a finalidade de se ratear as despesas de cunho social, principalmente, referentes aos gastos médicos.
Infelizmente, ainda não está claramente visível o elo do empobrecimento de parte da população japonesa e a contribuição futura dos estrangeiros neste estado de coisas. Bom seria, se não pegasse ninguém de surpresa.