As palavras chaves no Japão hoje!!!
Saiba o que é noticia no Japão hoje!!!
牛乳 ぎゅうにゅう ギュウニュウ
GUIYU-NYUU
Leite
Êta palavrinha difícil de dizer e fácil de saber.
Mas aqui no Japão é complicado comprar leite devido a grande variedade de opções.
Primeiramente, saiba que no Japão há dois tipos de leites.
- O leite 100% leite. Corresponde aos 5% dos leites das gôndolas do supermercado. Bastante raro.
- E o leite aditivado. Corresponde à maioria dos leites encontrados pelo Japão todo.
Dentre os leites aditivados, encontramos outros dois tipos de leite:
- O leite com a composição não alterada.
- O leite com a composição alterada.
Os leites de composição não alterada são os longa vida, os leite de garrafa (em vidro) ou aqueles que tem o índice de gordura 4.3 (ou mais) gravado na caixinha.
Os leites de composição alterada ou que tenha o índice de gordura abaixo de 3.3 gravado na caixinha, são a grande maioria. Uns aditivados com mais cálcio, outros “fat” com menos gordura (低脂肪牛乳) e os leites com café ou frutas.
Os leites mais baratos são leites liquificados (tradução inventada), ou seja, do pó foram industrializados e se tornaram bebíveis. Estão gravados os ideogramas:
(加工乳 かこうにゅう Kakou-Nyuu LEITE TRANSFORMADO)
ou
(乳飲料 にゅういんりょう Nyuu-Inryou LEITE “LIQUIFICADO”)
Portanto, para tomar leite, leite mesmo, na caixinha deverá estar escrito 牛乳 GUIYU-NYUU!
Quer dizer, temos muitas opções para escolher o leite, mas qual é o leite mesmo???
Não tome leite por lebre!!!
新発売 しんはつばい シンハツバイ
SHIN-HATSUBAI
Lançamento
Em todos os lançamentos de produtos é citado esta palavra. Eu acho que o som desta palavra é bastante expressivo, rápido, direto e reto. E diz muita coisa. O ideograma 新 shin significa o novo. O ideograma 初 hatsu significa o início. E o ideograma 売 bai significa o vender.
E para um otaku consumista como eu, esta palavra me atenta toda vez que eu ouço falar, qual o som de salto alto subindo as escadas por onde vem quem eu não vi ainda. (*_*;)
鬱病 うつ病 うつびょう ウツビョウ
UTSUBYOU
Doença Depressiva (Depressão)
Curiosamente os japoneses encaram a depressão taxativamente como uma doença. No ocidente, a questão é tão ampla que há riscos de definir a tal palavra. Pode ser um distúrbio, um transtorno, um desequilíbrio ou mesmo um caminho estreito à passar na vida.
Mas no Japão as definições são sempre técnicas e aqui não se tem tempo para incertezas. A economia não pode parar e se um funcionário parou de produzir ele recorre a qualquer hospital do país e conta ao clínico geral o seu estado. Não dorme? Sente dores? Sem causas?
Em minutos o paciente é redirigido ao departamento de psiquiatria do hospital (精神科・せいしんか・セイシンカ・Seishinka) pois é só ali que poderá receitar pílulas contra insônia, analgésicos e outras drogas, para sintomas sem causas. Simples, rápido e paliativo.
Ainda não há uma pesquisa ampla e abrangente sobre a depressão entre a população japonesa adulta. Mas o tema a cada dia vem sendo mais discutido, divulgado e ampliado pelos meios de comunicação.
Mas é alarmante os dados aceitos pelos profissionais da área médica sobre a depressão infantil, mais fácil de ser detectada porque a maioria frequenta a escola onde são observados: Até os 12 anos cerca de 0,5 a 2,5% das crianças, dos 12 aos 17 anos cerca de 2 a 8% estão em estado depressivo.
Mas a palavra depressão entra nesta coluna devido ao lutador de sumô Asashouryu (朝青龍) que detêm o título máximo do tradicional esporte japonês. Ele é um yokozuna. (横綱・よこづな) que veio da Mongólia. Acontece que após vencer o último campeonato em julho último alegando dores na coluna e nos braços conseguiu um atestado médico e foi para um tratamento em sua terra Natal. Eis que youtubiram ele jogando futebol.
No Japão foi um escândalo, principalmente nas rodas da tradicional Associação de Sumô. Como pode um atrevimento deste? O forçaram a retornar ao país, deram-lhe uma multa, impuseram sanções de divertimentos & escapadelas e o impediram de participar dos próximos dois torneios. Abatido alegou que agora, estava deprimido. E depressão tornou-se a palavra da semana pelo Japão.
Mas eu desconfio que os sisudos coronéis do sumô não ficaram enfurecidos pela “malandragem” do discípulo não. Ele não gostaram é que ele parecia mais feliz jogando futebol.
Eu vi a cena e atesto que ele “bate um bolão” e cabeceia com uma técnica de quem pratica comumente. Pairando no ar, entorta o corpinho, repuxa a cabeça pra trás, escolhe o canto e impulsiona a cabecinha com um toque que lembra Leivinha do Palmeiras. (ˆ_ˆ;)

