Nestas últimas semanas no Japão…
Na verdade já há duas semanas que pipocam várias notícias relevantes aqui no Japão. Relevantes aos japoneses e assuntos internos do país que eu sempre prefiro descartar. Pela superficialidade e outras por serem meros resquícios de uma era.
Pago vários impostos aqui no país e me sinto no direito de reclamar e registrar a minha discordância com certos problemas que me envolvem enquanto estrangeiro. Mas os assuntos do noticiário atual não nos dizem respeito.
Vou deixar citado um destes noticiários:
O que acontece com a questão da saúde no Brasil e com o surgimento e o fortalecimento dos planos de saúde médica no Brasil, quando o Estado falido não conseguindo atender a demanda da população, cede espaços do atendimento médico, ambulatorial e cirúrgico às empresas privadas, ocorre agora com o problema do envelhecimento acentuado da população japonesa.
Quando os centro de geriatria e atendimento médico e assistencial à população idosa japonesa chega ao seu limite, o Estado abre mão de subsídios para custear através de empresas privadas para ajudar a socorrer no atendimento à saúde dos velhinhos.
Eis que magnatas, tecnocratas, provedores de capitais, estão de olho vivo para todo tipo de atividade que permita o aumento dos seus lucros. Gerando receita até a bondade!
É bom deixar anotado esta realidade porque vai chegar a vez do Brasil logo logo.
Palavras-chave: Capital de risco aplicado em negócios na saúde promovendo assistência social.
Surge um indivíduo que desde os anos 80 gerenciou uma empreitada nas noites festivas de Tóquio alçando suas casas noturnas às mais badaladas, divertidas e bem-faladas de todo o Japão e fazendo época entre as meninadas. E pasmem, agora dono e responsável de centros de atendimento aos idosos, administrando o recebimento dos subsídios do Estado.
Algo como Chico Recarrey cuidando de uma tal de Lar Doce Lar da Terceira Idade, digamos.
O nome da empresa: COMSN. Se diz-se Community Medical Systems and Network(コムスン)Lê-se “KOMUSUN”. Criado em 1988 e hoje com 187 postos de atendimento em todo o Japão.
Eis que no dia 6 deste mês o Ministério da Saúde e Trabalho não renovou o contrato com a empresa devido a irregularidades de todos os tipos, até agora, encontrados em 53 dos 187 postos de atendimento.
A empresa está à venda e os compradores estão disputando à tapa a retomada dos negócios.
Pelo jeito, geriatria dá dinheiro!!!