Nestas últimas semanas no Japão…

Darcy Suzuki | Atualidades | Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Na verdade já há duas semanas que pipocam várias notícias relevantes aqui no Japão. Relevantes aos japoneses e assuntos internos do país que eu sempre prefiro descartar. Pela superficialidade e outras por serem meros resquícios de uma era.

Pago vários impostos aqui no país e me sinto no direito de reclamar e registrar a minha discordância com certos problemas que me envolvem enquanto estrangeiro. Mas os assuntos do noticiário atual não nos dizem respeito.

Vou deixar citado um destes noticiários:

O que acontece com a questão da saúde no Brasil e com o surgimento e o fortalecimento dos planos de saúde médica no Brasil, quando o Estado falido não conseguindo atender a demanda da população, cede espaços do atendimento médico, ambulatorial e cirúrgico às empresas privadas, ocorre agora com o problema do envelhecimento acentuado da população japonesa.

Quando os centro de geriatria e atendimento médico e assistencial à população idosa japonesa chega ao seu limite, o Estado abre mão de subsídios para custear através de empresas privadas para ajudar a socorrer no atendimento à saúde dos velhinhos.

Eis que magnatas, tecnocratas, provedores de capitais, estão de olho vivo para todo tipo de atividade que permita o aumento dos seus lucros. Gerando receita até a bondade!

É bom deixar anotado esta realidade porque vai chegar a vez do Brasil logo logo.

Palavras-chave: Capital de risco aplicado em negócios na saúde promovendo assistência social.

Surge um indivíduo que desde os anos 80 gerenciou uma empreitada nas noites festivas de Tóquio alçando suas casas noturnas às mais badaladas, divertidas e bem-faladas de todo o Japão e fazendo época entre as meninadas. E pasmem, agora dono e responsável de centros de atendimento aos idosos, administrando o recebimento dos subsídios do Estado.

Algo como Chico Recarrey cuidando de uma tal de Lar Doce Lar da Terceira Idade, digamos.

O nome da empresa: COMSN. Se diz-se Community Medical Systems and Network(コムスン)Lê-se “KOMUSUN”. Criado em 1988 e hoje com 187 postos de atendimento em todo o Japão.

Eis que no dia 6 deste mês o Ministério da Saúde e Trabalho não renovou o contrato com a empresa devido a irregularidades de todos os tipos, até agora, encontrados em 53 dos 187 postos de atendimento.

A empresa está à venda e os compradores estão disputando à tapa a retomada dos negócios.

Pelo jeito, geriatria dá dinheiro!!!

Respondendo uma consulta…

Darcy Suzuki | Atualidades | Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Carlos escreveu:

Olá, conhecendo o seu blog, gostaria de perguntar a vc se aí no japão as datas de aniversário são comemorados desde a concepção do feto. Quer dizer, comprovou que está grávida a idade começa a ser contada. Ou seja, nasceu, após 3 meses se completa um ano?
Abçs e parabéns.
Carlos

No Japão, a idade começa a ser contado conforme o registro de nascimento. Ou seja, na devida data do nascimento.

Após o nascimento da criança os responsáveis tem o prazo de 14 dias para registrarem nos devidos orgãos municipais ou quando se encontrarem fora do país, os japoneses contam com o prazo de 3 meses para se dirigirem ao Consulado local, para efetuarem o registro.

No caso de pais estrangeiros, após o registro no Consulado dos respectivos países, os responsáveis tem o prazo de 60 dias após o nascimento para expedirem o Registro de Estrangeiro.

Eu gostaria de prolongar este assunto, que se torna interessante quando envolve a questão do aborto e quando da separação dos país após o nascimento da criança vistos e regrados pela Constituição das Leis japonesas, quando a sua pergunta chega a ter sentido. Mas para não complicar volto ao assunto numa outra postagem mais elaborada. Obrigado!!! (E me deixe o seu mail Carlos!!!)

Para um domingo chuvoso…

Darcy Suzuki | Atualidades | Domingo, 24 de Junho de 2007

A garota canadense Sevem Cullis Suzuki fez este discurso já fazem 14 anos!!!

Precisa que seja ouvida. Tardiamente, é bem verdade. Antes tarde que nunca!


Rala, ralos e ralés.

Darcy Suzuki | Atualidades | Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Um dos jornais mais lidos do Brasil, a Folha de São Paulo tem uma tiragem em torno de 300 mil exemplares diários. Logo a seguir, vem os jornais do Rio O GLOBO e o Extra (270.000~), e só depois o jornal O Estado de São Paulo.

Para se ter uma idéia geral de um dos maiores problemas do Brasil, o jornal japonês Yomiuri tem uma tiragem de 10 milhões de exemplares, seguido do Asahi Shimbum com 8 milhões. Diários!

Os principais jornais japoneses, sempre finiiinhos, diferentes dos jornais brasileiros, cumprem uma função parecida com o Diário Oficial do Brasil. Torna-se público aquilo que seja elemental para a eterna construção de um país. Escreveu, não leu…

Diferentemente dos jornais brasileiros, que tornam público tudo aquilo que podem desestruturar as bases e os alicerces das coisas que ainda estão de pé no país. E pior, agem assim, com uma fé soberba de estar contribuindo para o país e os brasileiros. E é aí que mora ou deveria morar o nosso medo.

Graças ao bom divino, a tiragem é rala e pouco podem influir nos destinos do país. Mas só analisando os números da tiragem dos jornais dá para se entender porque reclamam que o país está sempre à deriva e nas mãos de Deus.

***

Os jornais japoneses e a função de jornalista no Japão é deveras um trabalho de terceira categoria, se soubermos a sua função. Praticamente eles devem ficar próximos aos ralos da sociedade. Quando vier um troço não muito diminuto devem ir atrás e saber do ocorrido, das ocorrências, das origens.

Sabidamente, os tecnocratas e os magistrados leêm os jornais para conjuntamente retificar ou inserir novas leis que não permitam que ocorra uma obstrução nos ralos. Seja do que for.

Os ralos no Japão, como veêm, são de uma importância suprema.

***
Mas, infelizmente no Brasil, a pobreza produz, ou aliás, não produz, contribuindo para que um pequeno grupo que leêm os jornais e veêm revistas, se sintam no Primeiro Mundo e estejam bastante satisfeitos com os lucros com a alta da Bovespa e o dólar equilibrado.

E brigam e lutam para que os ralos estejam obstruídos, os troços boiando, gentes trabalhando por menos possível e helicópteros cruzando os céus.

Brava gente brasileira. E ralés.

Mais uma nova categoria…

Darcy Suzuki | Contra-informação | Terça-feira, 19 de Junho de 2007

A idéia é dar espaços e divulgar informações que são vetadas nos tradicionais meios de comunicação e aparelhos midiáticos.

Absolutamente não há nenhuma intenção de polemizar da minha parte.

Trata-se de dar respaldos àquilo que tem importância elemental na construção da realidade de um país.

Explorando e usufruindo das possibilidades da net, pretendo apresentar aqui, sempre que puder a contra-informação, tão importante para desvendarmos a realidade que nos cerca.

Não podemos acreditar somente em uma fonte de informação!

Aqui, João Pedro Stédile, dirigente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

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