Uma nova categoria de assunto!
Muito se diz sobre as relações Brasil-Japão, seja no aspecto político, social, econômico, cultural, histórico, tecnológico, e no mais… Mas, quanto mais nos aprofundamos nos estudos e em pesquisas detalhadas sobre os aspectos citados, mais e mais seguiremos por trilhas que nos separam e nos levam a pontos distantes.
Podemos nos lembrar de certas semelhanças e diferenças sobre os dois países, mas fiquemos só na superficialidade do que notamos, para não chegarmos a conclusão de que o Brasil e o Japão são diferentes em tudo. Absolutamente tudo.
Trata-se de um assunto que requer delicadeza.
Como descendente de japoneses que atravessaram o mar há século, reconheço somente agora, o que significou isto, seja na história da minha comunidade, da minha família e da minha própria trilha. E ainda agora, inserido e participante da sociedade japonesa, reconheço o que representaram aquelas famílias que um dia partiram para o outro lado do mundo.
Nesta coluna, como que uma obrigação, vou anotar certos aspectos em que tentarei elucidar alguns pontos descobertos, não ditos e não anotados pelos nossos antepassados. Característica esta, de não contar, de não anotar o passado, relutante entre os japoneses, e nós, nipo-brasileiros. (Uma característica herdada e praticada dentro de uma sociedade em se ouve o termo “Quem cala, consente.”, não respondendo e não sabendo se expressar devidamente.)
Não rebater, não revidar uma dada idéia, não expressar o seu ponto-de-vista, é bastante “válido” no Japão. Mas no Brasil, pode ser prejudicial não deixar dito a nossa posição, com firmeza, com clareza, e na medida do possível, fundamentada.