Des-pré-conceituando.

Darcy Suzuki | Nipo-brasileiro, Contra-informação | Sábado, 14 de Julho de 2007


A imagem destas fotografias corridas mesmo sem explicações já é informativa, educativa e elucidativa.

Meus pais foram ao Brasil 2 anos antes destas imagens serem registradas.

Sinceramente, jamais poderia supor que Tóquio foi assim em 1935.

O Japão provavelmente é um dos países que possuem os maiores acervos deste tipo, porque já naquela época, os barões japoneses traziam à tiracolo os filmadores Technicolor que futuramente eles iriam reenviar ao mundo, depois, bem piquititicos.

Um pensamento nipo-brasileiro.

Darcy Suzuki | Nipo-brasileiro | Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Uma nova categoria de assunto!

Muito se diz sobre as relações Brasil-Japão, seja no aspecto político, social, econômico, cultural, histórico, tecnológico, e no mais… Mas, quanto mais nos aprofundamos nos estudos e em pesquisas detalhadas sobre os aspectos citados, mais e mais seguiremos por trilhas que nos separam e nos levam a pontos distantes.

Podemos nos lembrar de certas semelhanças e diferenças sobre os dois países, mas fiquemos só na superficialidade do que notamos, para não chegarmos a conclusão de que o Brasil e o Japão são diferentes em tudo. Absolutamente tudo.

Trata-se de um assunto que requer delicadeza.

Como descendente de japoneses que atravessaram o mar há século, reconheço somente agora, o que significou isto, seja na história da minha comunidade, da minha família e da minha própria trilha. E ainda agora, inserido e participante da sociedade japonesa, reconheço o que representaram aquelas famílias que um dia partiram para o outro lado do mundo.

Nesta coluna, como que uma obrigação, vou anotar certos aspectos em que tentarei elucidar alguns pontos descobertos, não ditos e não anotados pelos nossos antepassados. Característica esta, de não contar, de não anotar o passado, relutante entre os japoneses, e nós, nipo-brasileiros. (Uma característica herdada e praticada dentro de uma sociedade em se ouve o termo “Quem cala, consente.”, não respondendo e não sabendo se expressar devidamente.)

Não rebater, não revidar uma dada idéia, não expressar o seu ponto-de-vista, é bastante “válido” no Japão. Mas no Brasil, pode ser prejudicial não deixar dito a nossa posição, com firmeza, com clareza, e na medida do possível, fundamentada.